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Bragança Paulista recebeu espetáculo de dança “Carta para não mandar” da Confraria de Dança

JORNAL ESTÂNCIA DE ATIBAIA

Teatro Carlos Gomes - Bragança Paulista
Teatro Carlos Gomes - Bragança Paulista

Temporada de comemoração dos 20 anos da criação do solo.


Na última sexta-feira (21), a Prefeitura de Bragança Paulista, por meio da Secretaria de Cultura e Turismo, recebeu no Teatro Carlos Gomes, no interior do Centro Cultural Prefeito Jesus Adib Abi Chedid, o espetáculo “Carta para não mandar ou Cantiga interrompida”, da Confraria da Dança. Vale destacar que a apresentação, com entrada gratuita, contou com recursos de acessibilidade para os públicos surdo e com deficiência auditiva.


A montagem autoral parte das lembranças da bailarina Diane Ichimaru, nos anos de convivência com sua avó, que foi tomada em seus derradeiros anos de vida pela demência e pela doença de Parkinson. A sensação de descontrole e fragilidade do próprio corpo e pensamento foram alguns dos disparadores desta criação. “Essa obra aborda a incompletude, pois de fato temos uma falta de domínio sobre o começo, meio e fim de nossos planos e ações, nossa vida poderá ser interrompida em qualquer instante”, reflete a artista.


O projeto foi viabilizado pelo EDITAL LPG SP Nº 20/2023 – DIFUSÃO CULTURAL da Secretaria da Cultura, Indústria e Economia Criativas do Governo do Estado de São Paulo. A criação do espetáculo surgiu de um velho vestido herdado da avó da criadora-intérprete. O cheiro de guardado e o balanço da roda do godê despertaram memórias da avó, crocheteira de mão cheia, fazedora de pães, quitutes e compotas, que nos últimos anos foi tomada pela demência e Parkinson.


Essas lembranças do declínio físico e mental da avó inspiraram Diane quase duas décadas após sua morte, iniciando seu processo criativo. O tremor descontrolado das mãos, a fragilidade física e a confusão mental daquela mulher transformaram-se em dança e poesia personificadas na artista.


O espetáculo


Diane Ichimaru assina os figurinos e a cenografia. O vestido, costurado pela criadora-intérprete, ecoa o antigo crepe poá de sua avó, mas feito de malha rendada, pintado à mão em tons furtacor. A iluminação concebida por Marcelo Rodrigues constrói espaços íntimos em recortes difusos passando da cor palha para o lavanda e o âmbar por de sol. Os movimentos de luz delicados fazem com que as transições se façam de forma quase imperceptível aos olhos da plateia.


O compositor, arranjador e pianista Rafael dos Santos compôs a trilha musical especialmente para o solo, que incluiu a sonoridade nostálgica da seresta, a ironia do descompasso no dançante maxixe e o tom sereno e melancólico inspirado pelas composições de Erik Satie. Suas músicas estimulam a ação física da criadora-intérprete através de um jogo de oposições, provocações e cumplicidades com a narrativa poética do trabalho.


Confraria da Dança


Diane Ichimaru e Marcelo Rodrigues fundaram a Confraria da Dança em 1996, em Campinas/SP. Seus projetos direcionados à pesquisa de linguagem, criação e manutenção de espetáculos autorais acumulam premiações da FUNARTE/Ministério da Cultura, Secretaria da Cultura do Governo do Estado de São Paulo, Cultura Inglesa, APCA - Associação Paulista dos Críticos de Arte, entre outros. A dupla promove parcerias com artistas das áreas da dança, teatro, música e artes plásticas, atividades diversificadas de formação e fruição artística que atingem público infantil, adulto e terceira idade, estudantes de arte em processo de formação e artistas profissionais em busca de aperfeiçoamento.

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