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Expertise de PM paulista salva mulher que ligou 190 pedindo pizza.

Atualizado: Jun 11



JORNAL ESTÂNCIA DE ATIBAIA


Ao atender à solicitação da vítima, o policial que atua no Copom entendeu o pedido de ajuda e enviou uma viatura ao local


Com 189 anos de existência, a Polícia Militar do Estado de São Paulo (PMESP) tem, aliado à tradição, as mais modernas tecnologias de resposta ao crime existentes no mundo. Mas não é só os investimentos nos meios que fazem a diferença, a expertise de todos os profissionais que integram a Instituição é muitas vezes o que colabora para os finais felizes.


E foi exatamente isso que aconteceu, na madrugada do dia 26, no município de Andradina, quando uma moradora entrou em contato com a PM, por meio do telefone "190". A chamada imediatamente caiu para o soldado Cássio Júnior dos Santos, no Centro de Operações da Polícia Militar (Copom) local, que do outro lado da linha ouviu a mulher solicitando ‘uma pizza’.


“A princípio, o soldado estranhou o pedido e informou que ela estava ligando para o serviço de emergência da PM. Ao responder que sabia, através do tirocínio policial e treinamento, o praça percebeu que algo estava errado”, explicou o capitão Tropaldi, chefe da seção de comunicação social do Centro de Comunicação Social do Comando de Policiamento do Interior 10 (CPI-10).

Ainda de acordo com o oficial, o soldado Cássio então perguntou se ela estava no viva-voz para ver se precisaria ser mais cauteloso. Em seguida, questionou se havia alguém armado e ela positivamente respondeu que havia um homem com faca. Neste momento, o policial ouviu a voz de um homem ao fundo perguntando o que a mulher estava fazendo e ela prontamente disse que estava pedindo uma pizza para o jantar.


O PM então compreendeu a solicitação e enviou uma viatura para atendê-la no local. O acusado fugiu quando percebeu a aproximação do 1º sargento Constantino e dos cabos Apolinário e Ronaldo, do 28º Batalhão de Polícia Militar do Interior (BPM/I). A vítima relatou que o companheiro já esteve preso por mais de 20 anos e que ao perceber a presença da equipe policial ainda fez ameaças de morte a ela e seus filhos.


A mulher ainda pediu que os policiais averiguassem a moto que ele havia deixado na residência. O veículo, que possuía queixa de furto, foi recolhido para investigação. A vítima foi conduzida ao plantão da Delegacia Seccional de Andradina, onde comunicou os fatos, sendo registrado boletim de ocorrência de ocorrência de ameaça, violência doméstica, receptação e localização/apreensão de veículo.



Atendimento de emergência



Desde 1981 em funcionamento, o telefone de emergência da PM é visto pela população como solução para vários problemas, inclusive salvamento de pessoas engasgadas e até partos, sendo que o Copom de Araçatuba recebe cerca de 1,2 mil chamadas por dia, que variam entre grandes ocorrências criminais a pedidos de pronto-socorro, enchentes e outros tantos casos diversos.



Combate à violência contra a mulher



No ano passado, o Governo de São Paulo criou a DDM Online para estimular o registro de ocorrências no período de isolamento social ocasionado pela pandemia de covid-19. Até o final de abril, mais de 27 mil BOs de violência doméstica foram registrados eletronicamente.


Além da DDM Online, das 138 DDMs em funcionamento no Estado, dez atendem 24 horas e todas as demais delegacias paulistas seguem o Protocolo Único de Atendimento em casos de violência contra a mulher, com procedimentos que visam melhor acolher às vítimas.


Para mulheres com medida protetiva expedida pela Justiça, a SSP ainda oferece o serviço SOS Mulher, um aplicativo criado pela Polícia Militar e que funciona como um botão do pânico. Por meio da ferramenta, as vítimas de violência doméstica podem solicitar ajuda apertando apenas um botão no celular.


No final do mês passado, o governador João Doria ainda assinou um Termo de Cooperação com o Tribunal de Justiça de São Paulo para viabilizar o uso de tornozeleira eletrônica e de alerta de proximidade de agressor como mecanismos para prevenir, coibir e punir a violência doméstica e familiar contra a mulher.