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  • Maria Antonieta Iadocicco

GROENLÂNDIA, por Maria Antonieta Iadocicco

JORNAL ESTÂNCIA DE ATIBAIA

por: Maria Antonieta Iadocicco

GROENLÂNDIA, por Maria Antonieta Iadocicco - Foto: Larissa Nabuco
GROENLÂNDIA, por Maria Antonieta Iadocicco - Foto: Larissa Nabuco

“Allah-la- ô-ô-ô-ô-ô-ô-ô

Mas que calor, ô-ô-ô-ô-ô-ô

Atravessamos o deserto do Saara

O sol estava quente e

Queimou a nossa cara...”

Composição: Haroldo Lobo/Nassara


Muitos ainda acham que estamos dentro da normalidade e que tudo é cíclico, faz parte da evolução. Porém, nunca se viu tantos ciclones, tempestades tropicais, furações, tufões, secas e variações climáticas.


Mas, aqui o calor é tanto, como não sentir alivio quando pensamos em gelo, geleira que cheguei à Groenlândia!


Porque pensar tão longe? O que temos com isso, afinal?


Todo o planeta já está sofrendo as consequências.


Dentro do Reino da Dinamarca, existe um país autônomo e é a maior ilha do planeta: a Groenlândia. Localizada entre os oceanos Ártico e Atlântico, sua massa terrestre é equivalente ao tamanho dos Estados de São Paulo, Goiás, Tocantins e Pará somados. Tendo uma cobertura de 80% de gelo. Depois da Antártica é a 2ª. Maior camada de água congelada do mundo, com 3 quilômetros de espessura em alguns lugares.


Caso derretesse de repente, aumentaria em até 7 metros o nível do mar.


A tragédia causada incluí o deslocamento de milhões de pessoas em áreas costeiras e eliminação de fonte hídrica para muitos países próximos.


Segundo cientistas europeus, com as inegáveis mudanças climáticas em curso, esse processo não parece muito hipotético. Publicada em revista científica Nature, os pesquisadores descobriram que os efeitos do aquecimento global atingiram áreas remotas a alta altitude do centro-norte da Groenlândia.


Ainda alertam que é precisam agir rápido, que o degelo na Groenlândia pode dar um impulso crítico à subida do nível do oceano.


Durante anos preocuparam-se em alertar que um colapso total ou quase total da camada de gelo poderia acontecer se as temperaturas globais subissem demais.


O impacto ainda maior seria as comunidades costeiras, com o aumento do nível do mar.

As camadas de gelo são menos tolerantes ao calor do que a atmosfera.


Se as emissões de carbono parassem como em um passe de mágica amanhã, a camada de gelo não pararia de derreter imediatamente.


Além de ameaçar as comunidades costeiras e o aumento de temperatura do mar, o degelo também contribui para outras alterações climáticas do planeta.


Os cientistas identificaram em 2020, que a camada de gelo da Groenlândia havia derretido além do ponto sem volta.


Nenhum esforço para conter o aquecimento global pode impedir a desintegração das geleiras, esse é o caos que estamos vivendo, disseram os pesquisadores da Universidade Estadual de Ohio.


Outra consequência do aquecimento global diz respeito às chuvas, onde regiões áridas poderão se tornar ainda mais secas.


Na Amazônia, as chuvas poderão diminuir em 20% até o final do século. Deverá ocorrer também o avanço de água salgada nas áreas de foz de água potável em regiões críticas, que já enfrentam estresse hídrico.


Assim, a elevação da temperatura global está afetando o equilíbrio ambiental, atingindo todos os tipos de vida, Várias espécies de animais marinhos e peixes estão ameaçados pelo degelo. Um exemplo bastante representativo é a redução do gelo na Antártica, a qual fez com que a população de pinguins diminuísse em 33%.


Indubitavelmente, a rapidez das mudanças climáticas pode extinguir as geleiras em tempo recorde.


Causas e consequências:


- Emissão de CO2

- Aquecimento oceânico (derretimento das geleiras marinhas)

- Aumento do nível do mar

- Impacto sobre o clima (eventos cada vez mais extremos)

- Desaparecimento das espécies

- Menos água doce


Estudos revelam que o derretimento das geleiras acelerou nas últimas três décadas. Esta perda de gelo já alcança 335 bilhões de toneladas anuais, o que correspondem a 30% do ritmo de aumento do nível oceânico.


Portanto, as geleiras são as grandes defensoras da estabilidade do clima do planeta.

A aceleração do degelo se intensificou durante o século XX, está deixando um planeta sem gelo. A atividade humana é a maior culpada da emissão de dióxido de carbono e de outros gases responsáveis pelo aquecimento terrestre. O nível do mar e a estabilidade global dependem da evolução destas grandes massas de neve cristalizadas.


Não é exagero! Toda natureza está interligada, se uma coisa andar errado afeta a outra. Porém, se isso não importa porque o que vale é o conforto do dia de hoje, pense em: que mundo quer deixar para seus filhos e netos? (se é que haverá mundo).


“As geleiras da Terra estão a mais de meio século retrocedendo em silêncio diante do avanço imparável das mudanças climáticas”.

Ai, que calor!!!


Maria Antonieta Iadocicco


LEIA MAIS:



Pesquisa: Revista Veja / Revista Galileu/Mundo educação Uol


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