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Nova Realidade das Cidades na Era da Sociedade Líquida

JORNAL ESTÂNCIA DE ATIBAIA

por: Miguel Dante Machado

Miguel Dante Machado
Miguel Dante Machado

A transição para a sociedade líquida, conforme delineada pelo sociólogo Zygmunt Bauman, trouxe consigo um conjunto de desafios filosóficos e técnicos que têm implicações profundas para as cidades do interior próximas à capital de São Paulo. Neste contexto, as comunidades urbanas enfrentam a tarefa complexa de redefinir sua identidade, adaptar-se às mudanças tecnológicas e enfrentar questões sociais prementes para melhorar a qualidade de vida em sociedade. Bauman argumentou que a sociedade líquida é caracterizada pela fluidez das relações sociais e pela falta de estruturas sólidas. Isso pode levar à erosão da identidade comunitária, à medida que as cidades do interior são confrontadas com uma crescente mobilidade populacional e mudanças culturais. O desafio filosófico reside em preservar as tradições e valores locais enquanto se adaptam a um mundo em constante mudança. Para melhorar a vida em sociedade, as cidades do interior precisam ter ações políticas significativas, unindo esforços com os empresários e a sociedade civil organizada. A conectividade tecnológica é essencial na sociedade líquida, onde a informação flui rapidamente. Isso inclui a necessidade de investimentos em infraestrutura e acesso à tecnologia de ponta. A falta desses recursos pode deixar as comunidades isoladas e em desvantagem econômica. Também temos que destacar que a crescente desigualdade é uma triste característica da sociedade líquida. As cidades do interior muitas vezes enfrentam desafios econômicos, e a falta de oportunidades pode agravar a desigualdade. Portanto, é crucial desenvolver estratégias para promover a inclusão social, garantindo que todos os membros da comunidade tenham acesso a educação, cuidados de saúde e oportunidades de emprego.

E oportunidades de emprego implica em deixar a cidade atrativa para grandes empreendedores e investidores, especialmente aqueles que pretendem contruir na região um pólo focado em construir equipamentos de energia renovável (veículos elétricos, inteligência artificial, energia solar e etc) Outro desafio técnico e filosófico é a sustentabilidade ambiental. Em uma sociedade líquida, o consumo desenfreado pode ter consequências ambientais significativas. As cidades do interior devem considerar como equilibrar o desenvolvimento econômico com a preservação do meio ambiente. Isso requer a implementação de políticas de planejamento urbano sustentável e a conscientização sobre questões ambientais. Em face dos desafios da sociedade líquida, a participação cívica e a solidariedade desempenham um papel fundamental. As cidades do interior precisam incentivar o engajamento dos cidadãos na tomada de decisões comunitárias e promover a cooperação entre os membros da comunidade. Isso pode ajudar a fortalecer os laços sociais e a construir uma identidade coletiva sólida. Assim, em um mundo moldado pela sociedade líquida de Bauman, as cidades do interior próximas à capital de São Paulo enfrentam desafios filosóficos e técnicos complexos. A preservação da identidade, o desenvolvimento tecnológico, a inclusão social, a sustentabilidade ambiental, a participação cívica e a solidariedade são elementos-chave para melhorar a vida em sociedade. Superar esses desafios requer uma abordagem holística que combine reflexão filosófica com soluções técnicas inovadoras, visando construir um futuro mais coeso e próspero para essas comunidades.


Miguel Dante Machado

é advogado, escritor, mestre em Direito Ambiental e doutorando em Direito Econômico pela PUC/SP. Além disso, é modelo internacional da agência Elite Lisbon.


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