Prefeitura de Atibaia interdita clínica irregular


JORNAL ESTÂNCIA DE ATIBAIA


Fiscais das Vigilâncias Sanitária e Epidemiológica constataram que a clínica estava em situação precária, colocando pacientes em risco

A Prefeitura de Atibaia, por meio das Vigilâncias Sanitária e Epidemiológica, interditou uma clínica para dependentes químicos e pacientes psiquiátricos que se encontrava em situação precária. As autoridades sanitárias estiveram no local após receber a notificação do óbito de uma paciente de 47 anos.

O projeto apresentado pela clínica informava que ela poderia receber 19 internas e, no momento da inspeção, havia 33 pacientes no local. Além disso, havia apenas 30 leitos, o que demostrava que as pacientes teriam que dividir a mesma cama ou dormir em locais improvisados. Alguns leitos eram colchões colocados diretamente no chão.

Diversas outras irregularidades também foram encontradas, a exemplo de um dos quartos, onde não havia banheiro e as internas utilizavam um balde para urinar. Algumas pacientes dormiam em um quarto sem acabamento (com fios elétricos expostos), utilizado como depósito de ferramentas, e no cômodo havia, entre outros objetos, uma marreta e tesouras de jardim. Vários prontuários das pacientes ( inclusive da que foi a óbito) estavam com as fichas em branco enquanto outras não estavam preenchidas, mas assinadas por um suposto médico psiquiatra.

Diante das condições encontradas, a clínica recebeu diversas autuações e foi interditada. Em virtude da gravidade da situação, a Vigilância Sanitária encaminhou o processo ao Ministério Público do Estado de São Paulo. A Vigilância Sanitária orienta que os familiares de pacientes psiquiátricos ou dependentes químicos que necessitem de internação fiquem atentos no momento de contratarem serviços de uma clínica.

Pacientes internados em locais irregulares e sem o acompanhamento adequado podem ter condições de saúde agravadas. Os familiares podem e devem conhecer o local de internação, conversar com os profissionais contratados e até mesmo entrar em contato com a Vigilância Sanitária do município para saber se a clínica possui licença de funcionamento ou não.

Importante ressaltar que a Secretaria de Saúde, por meio das Vigilâncias Sanitária e Epidemiológica, tem mantido uma rotina intensa de inspeções pelo controle sanitário e serviços do município, bem como em diversos setores onde as fiscalizações são de sua competência.

Mesmo com o enfrentamento da pandemia do novo Coronavírus, as equipes têm se revezado para atender às demandas que chegam à Prefeitura e se organizado para realizar as ações de rotina no licenciamento das empresas, atendimento de denúncias e vistorias preventivas nas áreas de saúde.