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Câmara concede Medalha Luís Gama ao munícipe Antônio Carlos Sleiman, fundador da ASSUCAB

JORNAL ESTÂNCIA DE ATIBAIA Iniciativa foi do vereador Marcão do Itapetinga A Câmara realizou na noite desta segunda-feira (27) uma sessão solene para a entrega da Medalha Luís Gama ao munícipe Antônio Carlos Sleiman , comerciante e fundador da Associação de Umbanda e Candomblé da Região Bragantina (ASSUCAB), pelos relevantes serviços prestados à sociedade em prol da causa afro-brasileira. O vereador Marcos Pinto de Oliveira (Marcão do Itapetinga) presidiu o evento, cuja mesa também foi composta pela esposa do homenageado, a sra. Aparecida Farias Sleiman . A medalha tem o objetivo reconhecer e valorizar o trabalho realizado por pessoas ou entidades em prol da causa afro-brasileira, com a finalidade de promover ações de empoderamento da pessoa preta, pautada por um dever de reparação histórica decorrente de um racismo estrutural e preconceito étnico-racial existente na sociedade. A ASSUCAB divulga a cultura afro-brasileira e é responsável pela organização do evento anual “ Águas de Oxalá ”. Também desenvolve trabalho social de acolhimento às pessoas em situação de vulnerabilidade, o que foi decisivo, por exemplo, durante a pandemia. “Carlinhos, como é carinhosamente chamado por seus conhecidos, não só é merecedor desta homenagem por fortalecer as religiões de matrizes africanas em nossa cidade, mas também por todo o seu trabalho como presidente da ASSUCAB. Agradeço a presença de todos neste importante dia para nosso município. Religião não é cor, é amor! Axé!”, atestou Marcão do Itapetinga. Luís Gama Escritor abolicionista e ativista político, Luís Gama (1830-1882) nasceu livre, mas foi vendido como escravo pelo pai que estava endividado. Natural de Salvador (BA), foi para São Paulo aos dez anos e trabalhou como escravo doméstico. Aprendeu a ler aos 17 e, nesta época, conseguiu provar junto aos tribunais que era mantido como escravo injustamente e que, portanto, deveria ser posto em liberdade. Uma vez livre, passou a atuar como rábula, um advogado sem diploma que pleiteava causas específicas, conseguindo libertar mais de 500 escravos, ao alegar que todo negro chegado ao Brasil após 1831 deveria ser livre, tal como dizia a Lei Feijó. Em 2015, a Ordem de Advogados do Brasil (OAB) lhe concedeu postumamente o título oficial de advogado.

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