FAB suspende buscas por bimotor que caiu em Ubatuba; família faz apelo por operação

Marinha também reduz operação de buscas e mantém ação menos ostensiva, com alertas para embarcações e aeronaves que trafegam e sobrevoam a região. Caso seja localizado algo, eles entram em ação para verificar. Após dez dias de operação, a Força Aérea Brasileira (FAB) suspendeu no fim da tarde do último sábado (4) as buscas aéreas pelo avião bimotor que desapareceu em Ubatuba (SP) em 24 de novembro. O corpo do piloto foi encontrado, mas os outros dois ocupantes e o avião não foram localizados. Em nota, a FAB ressaltou "que a operação de Busca e Salvamento pela Aeronáutica poderá ser reativada se justificada por meio do surgimento de novos indícios sobre a aeronave ou seus ocupantes". A Marinha, por meio de nota, também informou que as operações na parte marítima agora entram em uma segunda fase, que seria de "colaboração/oportunidade". Nesta fase, são emitidos avisos-rádio para todas as embarcações e aeronaves, civis e militares, que trafegam e sobrevoam a região. Caso seja localizado algo, eles entram em ação para verificar. Segundo a Marinha, o navio hidroceanográfico Faroleiro "Graça Aranha", que realiza uma operação de levantamento hidrográfico em região coincidente com a área de busca, permanecerá fazendo a "varredura sonar do leito submarino, buscando, simultaneamente, detectar indícios da aeronave". Os Bombeiros seguem com as buscas pelo mar. O Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro informou que segue empenhado no trabalho. "As equipes fazem uma varredura no fundo do mar com o uso de uma sonda Side Scan. As ações de resgate também contam com mergulhadores, motos aquáticas, botes e helicópteros", informou em nota. Família faz apelo por buscas Pelas redes sociais, Tatiana Fogaça se disse revoltada com a suspensão das buscas por parte da FAB. Tatiana é esposa de Sérgio Alves Dias Filho, empresário que fretou a aeronave e está desaparecido. A mulher do empresário fez um apelo para que os trabalhos continuem. "Queria pedir, por favor, que todos que tenham influência, poder e capacidade de persuasão nos ajude a pedir, a implorar, a interceder para que a Aeronáutica e a Marinha estendam as buscas e utilizem todos os recursos que elas dispõem de fato nessas buscas. Enquanto família, enquanto cidadão brasileiro a minha sensação é de que meu direito de me despedir está sendo negado", disse. Tatiana reclama que somente os Bombeiros tem se empenhado nas buscas, enquanto a FAB e Marinha estariam, segundo ela, sendo negligentes. "Sigo perplexa e com a incapacidade de compreender como que está articulação não está acontecendo por parte do governo federal", afirmou. Objeto encontrado Na última quinta-feira (2), oitavo dia de buscas, a Marinha informou que a embarcação de casco semi-rígido “Tarpon” localizou e recolheu um objeto tipo nécessaire com pertences supostamente relacionados a um dos tripulantes desaparecidos. O objeto está sob a guarda da instituição e será periciado pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), órgão responsável pela investigação, conforme determinam os procedimentos inerentes à investigação de acidentes aeronáuticos. Segundo a nota da Marinha, ao término do procedimento administrativo, o objeto ficará à disposição dos familiares. O avião bimotor desapareceu por volta das 21h do dia 24 de novembro. O voo saiu às 20h30 do Aeroporto dos Amarais, em Campinas, e pousaria no Aeroporto de Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio. A torre do Rio de Janeiro perdeu o contato com a aeronave às 21h40. Em nota, o Centro de Coordenação de Salvamento Aeronáutico de Curitiba informou que foi notificado sobre o desaparecimento da aeronave de prefixo PP-WRS e que às 4h15 de quinta-feira um helicóptero iniciou as buscas na área delimitada. O bimotor caiu em Ubatuba, no litoral paulista, próximo ao limite com Trindade e Paraty, no litoral do Rio de Janeiro. Três pessoas estavam na aeronave. Fonte: G1

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